Promotor ministra palestra a Chefes do Executivo de Nova Marilândia
O Núcleo da Polícia Militar de Nova Marilândia e Conselho Tutelar em parceria com Ministério Público de Mato Grosso - MPMT, realizou nesta última sexta feira, 22/01, uma palestra ministrada pelo Promotor de Justiça Arthur Yasuhiro Kenji Sato do MPMT, com o tema: “Como contribuir para o fortalecimento e efetivação da Rede de Proteção no enfrentamento à violência contra a criança e o adolescente.”, o evento ocorreu na Câmara de Vereadores de Nova Marilândia no período da manhã.
Estiveram presentes os representantes do Núcleo da Polícia Militar de Nova Marilândia, PM 2º Sargento Ildemar Pereira, Soldado PM José Carlos Gonzaga, as Conselheiras Tutelares, o Prefeito de Nova Marilândia, Jefferson Souto , Secretário de Educação, Jhon Kleiton Natal Gonçalves, a Secretária de Saúde, Ana Carla Picalho, a Secretária de Assistência Social, Amanda Chulz, a Secretária de Fazenda, @vanessamulinário, a Secretária de Administração, Michele Cristiane Macedo, a Presidente da Câmara de Vereadores, Maria Aparecida Fernandes Picalho, os vereadores Italo Raçal, @neucirenofrancisco e @paulowagner, a Educadora Física, Rayany Gilberto, a Psicóloga do Cras - Girassol, Cintia Tomazine, e demais ouvintes.
Em sua fala o Promotor ressaltou que com a devida comunicação entre os órgãos, em especial entre o conselho tutelar, Polícia Militar, Saúde e Educação, se torna possível, a real implantação do ECA na vida das crianças e adolescentes, por isso se torna imprescindível criar estratégias de atenção em rede.
Arthur também pontuou que a gestão pública deve incentivar e primar pela interlocução ativa e propositiva, buscando criar políticas públicas, intersetoriais e inter-relacionadas, e através destas ações, construir e ajudar a promover uma rede forte e duradoura de atenção integral.
O que é uma Rede de Proteção a Criança e ao adolescente?
O trabalho em rede se coloca como uma estratégia essencial para a consolidação do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA.
O Conselheiro Tutelar tendo uma responsabilidade assumida em processo eletivo deve buscar exercer uma intervenção social pautada pela estratégia de constituição de redes. Trata-se de uma postura inovadora e desafiadora, que permitirá maior descentralização e compartilhamento de saberes e de poderes.
Dessa forma, podemos definir Rede de Proteção Social como uma articulação de pessoas, organizações e instituições com o objetivo de compartilhar causas e projetos, de modo igualitário, democrático e solidário. É a forma de organização baseada na cooperação, na conectividade e na divisão de responsabilidades e competências. Não é algo novo, mas fundamentalmente uma concepção de trabalho (LÍDIA, 2002); é uma forma de trabalho coletiva, que indica a necessidade de ações conjuntas, compartilhadas, na forma de uma “teia social”, uma malha de múltiplos fios e conexões. É, portanto, antes de tudo, uma articulação política, uma aliança estratégica entre atores sociais (pessoas) e forças (instituições), não hierárquica, que tem na horizontalidade das decisões, e no exercício do poder, os princípios norteadores mais importantes em prol da criança e do adolescente.
Construir uma Rede de Proteção Social não constitui tarefa simples, pois envolve muita participação, assunção de responsabilidades, divisão de tarefas e, especialmente, mudança de mentalidade.
Não é um investimento que se restringe somente a uma oficina, um seminário ou uma reunião, com certeza, o trabalho não vai decolar. Poderá até sensibilizar as pessoas e as instituições para a importância de um trabalho em Rede, mas o “fazer acontecer” exige um processo continuado, passo a passo, temperado com muita paciência e persistência. (CARTILHA CONSTRUINDO REDES DE ATENÇÃO, 2005).
Fontes: Redes de proteção social à criança e ao adolescente: limites e possibilidades / Cartilha construindo redes de atenção, 2005
Confira as fotos da reunião!
{gallery}PROMOTOR REALIZA PALESTRA A CHEFES DO EXECUTIVO DE NOVA MARILANDIA{/gallery}
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